
Há mais de 40 anos, duas famílias pioneiras — os Borges e os Ripper — enxergaram no bambu algo que poucos conseguiam ver: não apenas uma planta, mas um material capaz de transformar a arquitetura, o design e a maneira de habitar o mundo.
A história começa em 1985, quando José Luiz M. Ripper cria o laboratório LOPDT na PUC-Rio, dedicado a estudos pioneiros sobre o bambu. O destino tratou de aproximar os que pensavam igual: em 1997, num congresso na Costa Rica, Ripper e Borges se encontram e são apresentados ao arquiteto colombiano Simón Vélez — parceiro que se tornaria recorrente nessa jornada.
Logo em 1998, as ideias saem do papel com as primeiras construções em bambu no Hotel do Frade, e em 1999 a família Borges inicia o cultivo do bambu Guadua em Angra dos Reis. O novo século trouxe novos territórios: a família Borges migra para Serra Grande, na Bahia, e em 2004 nasce a icônica Casa Suspensa, em parceria com Simón Vélez.
Em 2006, pai e filho Ripper constroem a Capela de Andrelândia, em Minas Gerais — prova de que o bambu podia ser também arte e memória coletiva. A década seguinte foi de consolidação. Em 2011, Antonio Borges projeta a Casa do Frade, primeira no conceito Tree to Home.
Em 2017, o que já existia em espírito se formaliza: Antonio Borges Filho e Lucas Ripper iniciam uma parceria profissional, unindo as duas famílias numa nova geração. Os anos seguintes colhem os frutos: a Pousada Oko Villa em Juquehy, a Casa Sete Colinas em Maraú e, em 2024, a fachada do Sushi Leblon — levando esse legado para um dos endere��os mais sofisticados do Rio de Janeiro.
Mais de quarenta anos depois, o bambu deixou de ser alternativa para se tornar identidade. Uma paixão que virou legado — e que continua crescendo, como só o bambu sabe fazer.

Da esquerda para direita: Carlos Borges, Simón Vélez, Angelina Borges, Antonio Borges pai, Antonio Borges filho, Lucas Ripper, José Luiz M. Ripper, Nair Ripper e Oscar Hidalgo Lopez




Tree to Home — Do bambuzal para a sua casa
© 2026 Bams. Todos os direitos reservados.